Audio tour Machu Picchu - Circuito 2B
11 sights
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Audio tour Summary
Escavações arqueológicas identificaram fragmentos de cerâmica da cultura Marcavalle, datados de cerca de 1000 a.C., bem como vestígios das culturas Killke e Wari. Encontraram-se também manifestações de arte rupestre, com datações entre os séculos IX e XII. Estes indícios revelam para a presença de pequenos grupos agrícolas dispersos e sugerem que o lugar tinha já um valor simbólico ou cerimonial, muito antes da expansão inca.
Não existem indícios de um grande centro urbano anterior aos incas. A região, de acesso difícil e clima húmido, era ocupada por comunidades reduzidas, ligadas à agricultura e à circulação de produtos entre os Andes e a selva amazónica.
As datações por radiocarbono situam o início da construção do povoamento de Picchu por volta de 1450, no reinado de Pachacútec. Foi Pachacútec quem transformou o pequeno reino de Cusco num vasto império, após vencer os Chancas. Foi nesse contexto de expansão e reorganização territorial que surgiu Machu Picchu, uma cidade nova criada para afirmar o poder imperial, consolidar o domínio sobre os Andes e as novas regiões do império.
O nome Machu Picchu significa “montanha velha” em quíchua. Alguns investigadores admitem que o topónimo original pudesse ser apenas Picchu ou Patallaqta, numa referência à cidade construída em patamares.
Machu Picchu foi concebida como um centro urbano, religioso e produtivo. A montanha foi transformada com a escavação de terraços agrícolas, construção de sectores habitacionais e religiosos e criação de um sistema hidráulico sofisticado, que conduzia a água das nascentes até às áreas de cultivo e às zonas residenciais. Calcula-se que aqui tenham vivido entre setecentas e mil pessoas.
A proximidade da selva facilitava o acesso a produtos como coca, plantas medicinais e penas exóticas, que circulavam pelo império. Machu Picchu funcionava como centro ritual, espaço residencial de elite e ponto estratégico na ligação entre os Andes e a Amazónia.
Após a morte de Pachacútec, a cidade perdeu importância. A ocupação terá durado pouco mais de um século. O abandono parece ter sido gradual, possivelmente relacionado com a guerra civil entre Huáscar e Atahualpa, e com a chegada dos espanhóis a Cusco, em 1533. Grande parte população inca foi mobilizada para apoiar a resistência aos conquistadores. Ainda assim, alguns indícios indicam que ainda produzia aqui alimentos para sustentar os focos de resistência instalados em Vilcabamba.
Durante muito tempo acreditou-se que Machu Picchu tivesse permanecido desconhecida no período colonial. Contudo, documentos do século XVI mostram que o povoamento de Picchu era conhecida dos espanhóis. Um registo de 1572 refere que a cidadela ainda era habitada, agora sob autoridade do curaca Don Juan Yanque Yupangui, e que os seus habitantes pagavam tributo em coca ao encomendeiro espanhol.
O abandono definitivo ocorreu em meados do século XVI. Não existem sinais claros de destruição violenta, pelo que se acredita que o abandono possa ter sido gradual. Em meados do século XVII, as suas terras foram disputadas entre indígenas cañaris e proprietários de haciendas coloniais, acabando por integrar a hacienda Silque.
A difícil acessibilidade da montanha contribuiu para que o local não fosse ocupado de forma contínua. A vegetação tomou conta das estruturas e a cidade permaneceu fora dos grandes circuitos até à sua redescoberta científica no início do século XX.
- 1 Entrada
- 2 Choupana de Anacleto Álvarez
- 3 Miradouro do Rio Urubamba
- 4 Divisão entre sector urbano e agrícola
- 5 Vista Panorâmica do Sector Agrícola
- 6 Qolqas
- 7 Fosso Seco
- 8 Muralha da Cidade
- 9 Porta de Machu Picchu
- 10 Edifícios do complexo superior
- 11 Miradouro do Templo do Sol
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Audio tour Summary
Escavações arqueológicas identificaram fragmentos de cerâmica da cultura Marcavalle, datados de cerca de 1000 a.C., bem como vestígios das culturas Killke e Wari. Encontraram-se também manifestações de arte rupestre, com datações entre os séculos IX e XII. Estes indícios revelam para a presença de pequenos grupos agrícolas dispersos e sugerem que o lugar tinha já um valor simbólico ou cerimonial, muito antes da expansão inca.
Não existem indícios de um grande centro urbano anterior aos incas. A região, de acesso difícil e clima húmido, era ocupada por comunidades reduzidas, ligadas à agricultura e à circulação de produtos entre os Andes e a selva amazónica.
As datações por radiocarbono situam o início da construção do povoamento de Picchu por volta de 1450, no reinado de Pachacútec. Foi Pachacútec quem transformou o pequeno reino de Cusco num vasto império, após vencer os Chancas. Foi nesse contexto de expansão e reorganização territorial que surgiu Machu Picchu, uma cidade nova criada para afirmar o poder imperial, consolidar o domínio sobre os Andes e as novas regiões do império.
O nome Machu Picchu significa “montanha velha” em quíchua. Alguns investigadores admitem que o topónimo original pudesse ser apenas Picchu ou Patallaqta, numa referência à cidade construída em patamares.
Machu Picchu foi concebida como um centro urbano, religioso e produtivo. A montanha foi transformada com a escavação de terraços agrícolas, construção de sectores habitacionais e religiosos e criação de um sistema hidráulico sofisticado, que conduzia a água das nascentes até às áreas de cultivo e às zonas residenciais. Calcula-se que aqui tenham vivido entre setecentas e mil pessoas.
A proximidade da selva facilitava o acesso a produtos como coca, plantas medicinais e penas exóticas, que circulavam pelo império. Machu Picchu funcionava como centro ritual, espaço residencial de elite e ponto estratégico na ligação entre os Andes e a Amazónia.
Após a morte de Pachacútec, a cidade perdeu importância. A ocupação terá durado pouco mais de um século. O abandono parece ter sido gradual, possivelmente relacionado com a guerra civil entre Huáscar e Atahualpa, e com a chegada dos espanhóis a Cusco, em 1533. Grande parte população inca foi mobilizada para apoiar a resistência aos conquistadores. Ainda assim, alguns indícios indicam que ainda produzia aqui alimentos para sustentar os focos de resistência instalados em Vilcabamba.
Durante muito tempo acreditou-se que Machu Picchu tivesse permanecido desconhecida no período colonial. Contudo, documentos do século XVI mostram que o povoamento de Picchu era conhecida dos espanhóis. Um registo de 1572 refere que a cidadela ainda era habitada, agora sob autoridade do curaca Don Juan Yanque Yupangui, e que os seus habitantes pagavam tributo em coca ao encomendeiro espanhol.
O abandono definitivo ocorreu em meados do século XVI. Não existem sinais claros de destruição violenta, pelo que se acredita que o abandono possa ter sido gradual. Em meados do século XVII, as suas terras foram disputadas entre indígenas cañaris e proprietários de haciendas coloniais, acabando por integrar a hacienda Silque.
A difícil acessibilidade da montanha contribuiu para que o local não fosse ocupado de forma contínua. A vegetação tomou conta das estruturas e a cidade permaneceu fora dos grandes circuitos até à sua redescoberta científica no início do século XX.
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